No dia 19 de janeiro, às 22h44, o Sol ingressa em Aquário, acompanhado por uma Lua Nova já nesse signo, marcando a abertura de um ciclo que amplia nossa forma de pensar, sentir e de (co)existir no mundo. Arquetípicamente, o céu inaugura um tempo de questionamento interno e coletivo, mesmo que a nível inconsciente, no qual somos chamados a sair do automático e revisar padrões que já não sustentam quem estamos nos tornando. Por isso, janeiro e fevereiro tendem a ser meses mais esperançosos, e de certa forma até mais entusiasmados apesar da realidade do dia a dia. Há no 1 e no 2 as sementes iniciais de um novo ciclo, e um novo ano!
Aquário nos convida a ir além do conhecido, mesmo quando isso significa contrariar expectativas, e embarcar fundo em sua metamorfose ambulante. Por isso, principalmente durante esse período, somos irradiados por uma verdade mais autêntica, aquela que pulsa de dentro para fora, e nem sempre encontra validação imediata no mundo ao redor.
Aquário e a mente pensante
Aquário é o terceiro signo do elemento Ar e carrega uma inteligência que transcende o âmbito individual, conectando-se ao coletivo, aos sistemas e às redes que sustentam a vida em sociedade, aprofundando reflexões e questionando além. É o arquétipo da mente que observa de cima, amplia perspectivas, reconhece condicionamentos e ousa imaginar caminhos diferentes dos já estabelecidos.
Também é um signo profundamente ligado à tecnologia, às inovações e às visões de futuro. Sua rebeldia não nasce do desejo de confronto vazio, mas do incômodo diante de estruturas engessadas e da recusa em se adaptar ao que já não faz mais tanto sentido. Por isso, sua sabedoria se manifesta na coragem de inovar, de romper padrões obsoletos e de honrar a própria singularidade como uma contribuição viva ao todo e à própria existência.
Vênus e Plutão em Aquário: relações, valores e transformações profundas
Esse campo aquariano se intensifica com Vênus e Plutão também transitando por Aquário, aprofundando temas ligados às relações, aos valores, aos afetos e às transformações coletivas e tecnológicas. Vênus amplia o desejo por vínculos mais livres, honestos e alinhados com quem realmente somos e almejamos ser, tanto nas relações com o outro quanto na relação consigo.
Plutão, por sua vez, atua como um agente de desconstrução profunda. Ele revela o que precisa ser transformado, dentro e fora de nós, para que novas formas de existir, amar e trocar possam emergir de maneira mais espontânea, mas também mais responsável diante do impacto coletivo dessas escolhas, e dos vínculos que nutrimos. Principalmente por ser regente da casa 11, a casa das amizades, grupos e causas sociais e coletivas.
Com tantos aspectos ativando esse signo, somos convidados a observar onde ainda deixamos de ser quem somos por medo de perder pertencimento, aprovação ou nossa segurança interna e/ou externa. Lembrando sempre que relações saudáveis respeitam a individualidade e a essência de cada um, e que todo vínculo real periodicamente nos pede intenção mútua, presença, respeito e disposição para lapidação, mas desde que isso ainda faça sentido. A correria da vida nem sempre alcança a tudo, por isso priorizar vínculos que fazem bem para a saúde emocional, mesmo ao longe, é de extrema valia, e o mesmo vale para a própria presença nos ciclos em que habita.
Os aspectos desafiadores de Aquário
Aquário, quando em aspectos que acentuem esse desequilíbrio (lembrando que todos nós possuímos um registro astral, consequentemente há todos os signos em todos os mapas, o que muda são seus trânsitos em ação), pode manifestar uma tendência ao distanciamento emocional. A mente observa, analisa e compreende, mas o coração pode ficar por vezes à margem, criando relações mais racionais do que afetivas, ou uma dificuldade em sustentar intimidade e vulnerabilidade.
Há também o risco da rebeldia reativa, quando a necessidade de ser diferente se transforma em oposição constante, mesmo que inconscientemente. Nesse estado, rompe-se não por alinhamento interno, mas por resistência ao outro, o que pode gerar instabilidade, rupturas precipitadas e sensação de não pertencimento.
Outro desafio é a rigidez ideológica. Mesmo sendo um signo associado à inovação, Aquário pode se fixar em ideias, crenças ou visões de futuro, tornando-se inflexível diante de perspectivas diferentes das suas, ou que ameacem a liberdade diante de sua forma de ser e viver. E a mente aberta pode, paradoxalmente, se fechar quando contrariada ou desiludida em suas perspectivas. Mesmo que em contrapartida tenha a flexibilidade do ar, ao ser o último signo deste elemento..
No campo coletivo, Aquário pode enfrentar o excesso de despersonalização, quando o ideal do bem maior ignora as próprias necessidades individuais, emoções e histórias pessoais, sentindo que precisa sustentar o mundo, mesmo ignorando a sua exaustidão.
Há também possíveis aspectos de desconexão com o presente. Pois a energia arquetípica de aquário nos faz olhar tanto para o futuro, que às vezes se afasta do agora, dificultando a construção prática do que imagina. Lembramos que sonhar novos mundos exige também presença para regar as sementes plantadas até o agora.
1 novo ciclo começou
O céu se despede, aos poucos, das responsabilidades e das estruturas (firmes ou que balançaram, para uma melhor reavaliação) trazidas por Mercúrio e Marte em Capricórnio (e durante seu stellium anteriormente), e se prepara para um novo alinhamento que ganha força na próxima Lua Crescente em Aquário, formando um stellium nesse signo (um stellium é o alinhamento de três ou mais astros num mesmo signo).
E o que antes pedia mais observação, planejamento e sustentação, aos pocuos começa a se deslocar para um campo mais mental, coletivo e visionário. Com a formação de um stellium em Aquário, reunindo Sol, Mercúrio, Vênus, Marte e Plutão, entramos em um período de intensa ativação de ideias, relações, decisões e movimentos que apontam para o futuro. Esse é um chamado para integrar o que foi amadurecido com responsabilidade e agora pode ser pensado, comunicado e vivido de outra forma, menos rígida e mais coerente com quem estamos nos tornando no momento presente. O foco se desloca do esforço solitário para uma construção compartilhada, do controle autoritário para a colaboração, abrindo espaço para que novas formas de existir, se relacionar e atuar no mundo ganhem ritmo e direção. ✨🍃👣









